Raça Cachena

e

Raça Barrosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BARROSÃ

SOLAR

     Muito embora a área de criação desta raça se extenda pelos concelhos do extremo noroeste do distrito de Vila Real ao sub montanhosos dos de Braga e Viana do Castelo, não resta dúvida que o seu solar de origem se localiza precisamente na terra do Barroso, de cuja toponímia muito justamente retirou o nome.

PASSADO

     É evidente que já não se cevavam bois e se lhes apreciava a carne, mas foi o comércio com Inglaterra que incentivou a recria e a ceva desta raça e elevou a estatura dos animais, que, em notável percentagem, atinguiam 40 arrobas. Passada essa época áurea da exploração e expansão Barrosã, em que se desenvolveram ao máximo as suas características somáticas, designadamente no solar, a raça entrou em declínio.

PRESENTE

     Ainda no meado deste séculose observava nas matanças da Páscoa reses Barrosãs de mais de 600 Kg de carcaça, cevadas em antigas casas de lavoura que tradicionalmente «enviavam bois para o barco», localizadas, principalmente, nos concelhos da Maia, Vila do Conde e Vila Nova de Famalicão. Não há dúvida que o interesse pela exploração bovina barrosã vem decaindo acentuadamente. Até mesmo quanto à produção da sua excelente carne, o incentivo da maior valorização que lhe era dado pela marchantaria desapareceu em 1959, ano a partir do qual esta raça passou a alinhar com todas as outras nas tabelas de aquisição de bovinos adultos elaborados pelo Grémio dos Comerciantes de Carnes Verdes do Porto.

PERSPECTIVAS FUTURAS

     A contracção da mancha territorial ocupada pela raça acentuar-se-á, sem dúvida, até ficar reduzida, no seu solar, quase somente à freguesia se Salto, do concelho de Montalegre, e às de Ruivães e Campos, do concelho de Vieira do Minho. Será esta, essencialmente, a reserva mais oura da raça Barrosã.
     Na região minhota, a zona de criação limitar-se-á a partir de cotas de 600m, nos contrafortes das serras da Cabreira, Gerês, Amarela, Soajo, Peneda e Castro Laboreiro, respeitantes aos concelhos de Cabeceiras de Basto, Vieira do Minho, Terras do Douro, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Melgaço. A estas serranias será de acrescentar o acidentado concelho de Fafe.

CARACTERIZAÇÃO SÍNTESE DA RAÇA

     Tem «corporatura meã, o rolo do corpo espesso, atirando para o arredondado.
     Não se poderia definir melhor e mais sinteticamente o aspecto geral dos exemplares Barrosãs.
     É uma raça eumétrica, brevilínia, de perfil côncavo.

GRAU DE DEPENDÊNCIA DO TRABALHO

     No Barroso, como é próprio das zonas serranas de intensa criação, não se faz a recria dos adolescente, com a excepção dos necessários à substituição dos genitores. Consequentemente, o pouco trabalho necessário era executado por vacas. Dado, porém, o incremento da exploração agrícola nesta área de pastorícia, com mais relevância após o advento da cultura da batata de semente, os criadores do Barroso passaram a utilizar juntas de bois de raças estranhas ao solar, designadamente da Mirandesa e da Maronesa, provenientes dos vizinhos concelhos de Chaves e de Ribeira da Pena, raças estas que se foram radicando pela infiltração também das fêmeas.

 

 

 

CACHENA

 

SOLAR

     Encontra-se nas zonas mais altas das serras: Peneda, Soajo e amarela, no seio do Parque Nacional da Peneda Gerês.

PRESENTE

     É a mais pequena raça bovina portuguesa (altura máxima à cernelha 110 centímetros) e uma das mais pequenas do mundo.
     É uma raça de extrema rusticidade, passam a maior parte do ano em pastoreio livre na serra, acompanham os agricultores nas suas periódicas subidas às brandas, onde condições de clima e declive pouco acentuado permitem a ocorrência de solos mais profundos onde crescem pastos abundantes.

O PRODUTO

     É a partir do leite desta raça que nasce o queijo "Brandas da Cachena" - um produto de elevado poder nutritivo, agradável ao paladar e de fácil conservação. Apresenta uma cor amarelo palha natural, de aromas e "flaveur" característicos da vegetação espontânea da região.
    Este queijo é do tipo gordo, de pasta semi-mole, sendo comercializado pela Cooperativa Agrícola dos Agricultores de Arcos de Valdevez.