Raça Arouquesa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

     A raça Arouquesa é bastante semelhante à raça espanhola chamada "Asturiana dos Vales". O seu nome vem de uma região chamada Arouca, que fica no distrito de Aveiro. Dentro deste grupo, da raça Arouquesa, existem três divisões importantes: o gado Arouquês de S. Pedro do Sul, os Arouqueses Paivotos e a raça dos Arouqueses Caramuleiros, estando esta última raça já extinta. Esta raça tem uma tripla função, pois serve para a produção de carne como de leite, além de ainda servir para trabalhar.
    A primeira carne é de muito boa qualidade sendo grande parte da mesma de primeira categoria. Com o leite das vacas Arouquesas é possivel, sem dúvida, fabricar lacticínios de elevada qualidade. A produção de carne ou e leite do gado Arouquês tem de ser feita a partir de animais de raça Arouquesa, inscritos no Registo Zootécnico, filhos de pai e mãe também aí inscritos. Uma da suas virtudes é a capacidade de caminhar nos íngremes e pedregosos caminhos ruraís das regiões de agricultura de montanha. Na montanha a raça Arouquesa, não tem quem faça o trabalho melhor de que ela. A área geográfia de produção abrange os concelhos de Baião, Cinfães, Castelo de Paiva, Arouca, Castro Dairek, S. Pedro do Sul, Vale de Cambra, Severe do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, Rezende, Lamego, Tarouca, Amarante e Marco de Canaveses.

ORIGEM E SOLAR

     A raça Arouquesa encontra-se no distrito de Aveiro, tendo como centro Arouca e arredores.
     Esta situa-se numa zona montanhosa de acessos difíceis e reduzida densidade populacional.

PASSADO

     O gado Arouquês teve início nas zonas montanhosas nas serras do nordeste e leste do distrito de Aveiro. Acabando-se por se extender, a toda a zona nascente da estrada nacional Porto-Lisboa, abrangendo a totalidade dos concelhos de Castelo de Paiva, Arouca, Vale de Cambra e Severe de Vouga.

PRESENTE

     O gado Arouquês sofreu uma invasão por outras raças, principalmente o gado turino que alterou o seu solar, presentemente manteve-se nas regiões Arouquesas e arredores. A progressiva infiltração do gado turino substitui o gado Arouquês em várias zonas. A raça pura mantém-se exclusivamente a norte do rio Vouga.
     Estes animais foram expulsos das zonas ferteis e encontam-se nas regiões mais agrestes devido à sua grande capacidade de adaptação.
     A D.R.A.E.D.M. atravéz da estação de lacticínios de Paços de Ferreira tem trabalhado a pedido da associação de criadores desta raça na valorização do leite destas vacas nomeadamente através do fabrico de um tipo de queijo regional.

PERSPECTIVAS FUTURAS

     Numa zona agricolamente pobre, em solos graníticos, não podemos ter gandes esperanças de valorizar os efectivos arouqueses existentes, a menos que podessem regressar aos vales mais ferteis do seu antigo solar, onde a zona de criação se defendia, produzindo animais de assinaladas caracteristicas como produção de carne e de leite.